A atividade tem grande importância para o agronegócio brasileiro, com destaque para o cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais, região responsável por produzir mais da metade do suco de laranja consumido no planeta, segundo o livro A Ciência no Copo — O que 30 anos de pesquisa dizem sobre o suco de laranja e a saúde, de Giovane Barroti.
Além de sua relevância internacional, a laranja também tem um papel importante na economia paulista. De acordo com a publicação, ela ocupa a terceira posição entre os produtos do agronegócio de São Paulo em valor, ficando atrás apenas da cana-de-açúcar e da carne.
Esses dados evidenciam a importância da cadeia produtiva da laranja, que envolve diferentes etapas, desde o cultivo nos pomares até o processamento industrial, contribuindo para a presença brasileira no mercado de suco de laranja.
Apesar da expressiva produção, os dados sobre o consumo nacional mostram outro aspecto interessante. Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017–2018, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisada em estudo citado no livro, aproximadamente 11% dos brasileiros com 10 anos ou mais relataram consumir suco de laranja 100%.
Entre as pessoas que relataram esse consumo, a média foi de 43 mililitros por dia. Esse volume equivale a aproximadamente 300 mililitros por semana — cerca de um copo de suco.
Os números ajudam a compreender a diferença entre a relevância do Brasil na produção mundial e os hábitos de consumo da população brasileira.
A força brasileira na produção de suco de laranja e os dados sobre o consumo nacional revelam duas dimensões importantes do setor. De um lado, a citricultura tem grande relevância econômica e internacional; de outro, as pesquisas de consumo permitem conhecer melhor os hábitos alimentares da população.
Compreender esses dados é uma forma de reconhecer a importância da cadeia citrícola e ampliar o conhecimento sobre o suco de laranja, um produto associado à agricultura brasileira e presente na alimentação de parte da população.
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